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Políticas à Parte

Políticas à Parte

Mais Solidariedade, Menos Egoísmo

Políticas à Parte, 25.03.20

Estamos na altura certa para mostrar quem realmente somos. Em época extraordinária, vemos muito altruísmo e muito egoísmo. 

Não vou dizer muito daquilo que já todos sabemos, quer tenhamos visto nas notícias ou pessoalmente. Mas é o momento certo para registar quais as empresas se preocupam com os trabalhadores e quais não o fazem, e quem são as pessoas que respeitam o seu semelhante e as normas, e quais não o fazem. 

Se depois desta dura batalha o mundo não aprender nada, não mudar para melhor, então não sei se bons tempos virão.

A Natureza quis dar-nos uma lição, e é certo que quem se está a sair melhor desta grande crise é mesmo o Planeta. Fico feliz por isso. O que mais me entristece é que muitos dos que estão a pagar com a vida esta doença não são os culpados dos males do mundo. Espero, sinceramente, que depois da pandemia as pessoas acordem e percebam quem não lhes quer bem e que não lhes voltem a dar poder.

Eu, optimista que sou, acredito que sairemos mais fortes e mais humanos e solidários. Mas acho que ainda há muito para caminhar até que isso aconteça.

Se puderem, fiquem em casa! Mantenham-se seguros. Lavem bem as mãos. Cuidem-se e cuidem dos que vos rodeiam. Não sei se "vai ficar tudo bem", mas isto há de passar.

Covid-19: Ter juízo também ajuda

Políticas à Parte, 11.03.20

Perante o aumento de casos confirmados em Portugal e a declaração de pandemia mundial, é importante que todos nós tenhamos juízo para evitar que tudo se descontrole ainda mais. Juízo inclui o respeito por nós e pelo outro, civismo e o cumprimento das recomendações das autoridades.

Foto: Rui Gaudêncio/Público

Enquanto uns correm aos super-mercados e esvaziam as prateleiras do papel higiénico (?) e dos desinfectantes de mãos, outros aproveitaram as temperaturas elevadas, as quarentenas ou o fecho de escolas e vão para a praia aproveitar o sol de Inverno. Irresponsabilidade.

Se estás de quarentena: tem juízo e não saias de casa. Não estás de férias. Estás em perigo e queres pôr o resto do mundo em risco. És uma besta se não cumprires as regras e estás a cometer um crime.

Se a tua escola ou universidade fechou por precaução: não queiras deitar tudo a perder e mantém-te por casa. Faz qualquer coisa de produtivo tipo ler, ver filmes, séries ou outra coisa que não implique grandes multidões. Lava as mãos. Se saíres, evita a exposição em demasia em ambientes com muita gente.

Se ainda mantens a tua rotina: lava bem as mãos, enquanto cantas uma bonita canção do teu agrado. Evita grandes multidões - na medida do possível, pois sabemos que os transportes continuam cheios -, faz algumas compras para qualquer eventualidade, mas não te esqueças que há mais gente no mundo,  cuida-te e cuida dos que te rodeiam.

Em resumo, é isto. Não deitem tudo a perder. Não sejam irresponsáveis, nem egoístas.

Obrigad@.

Também quero eleger o Presidente dos EUA

Políticas à Parte, 09.03.20

O Mundo inteiro deveria poder eleger o Presidente dos EUA. Eles que, há tantos anos, se acham e comportam como "donos do Mundo", não deveriam importar-se se todo o Planeta Terra fosse seu eleitor. Claro que se importavam, mas finjamos que não.

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Foto: AP Photo/David Zalubowski

Ora bem, se à conta dos norte-americanos temos tantas implicações na nossa vida - guerras, poluição, economia - e ainda o contágio "ideológico" de tantos países (Brasil, Itália, Reino Unido...), parece-me que deveríamos ter esse direito.

Quer dizer, claro que Trump poderia voltar a ganhar - bem sabemos que tudo agora são pólos opostos e extremismos -, mas também teríamos a possibilidade de escolher Bernie Sanders para lhe fazer frente. Sim, porque parece-me que muita gente pelo globo teria os "tomates" que faltam aos norte-americanos para escolherem alguém que olhe pelos seus direitos e os proteja. Alguém que assuste e desarme totalmente Donald Trump.

Os mais novos adoram-no, mesmo sendo o mais velho dos candidatos democratas. Contudo, ele pensa como um jovem, é um progressista. Sanders destaca-se dos seus concorrentes pelo seu discurso e modo de estar, mais descontraído e natural, e porque acredita no que diz. O seu percurso faz prova disso mesmo: nasceu em Brooklyn, em 1941, filho de um judeu polaco que emigrou para os EUA e de uma americana de família judaica polaco-russa, e desde cedo que lutou pelos direitos civis. Apresenta-se como um socialista democrata (e a palavra socialismo ainda assusta terrivelmente os norte-americanos...), defende o acesso a um serviço de saúde universal, o Medicare for All - semelhante ao nosso SNS -, dá voz aos mais pobres, ao contrário dos seus concorrentes que continuam a não querer defraudar os interesses dos mais ricos, tem sérias preocupações com o aquecimento global... Acima de tudo, os direitos das pessoas estão no centro das suas preocupações.

Sobre o novo Coronavirus, twitou ontem o seguinte:

Eu sou #TeamBernie. Quero poder votar nele!

Parece-me que o Mundo o quer para Presidente dos Estados Unidos. Falta só os eleitores norte-americanos (e primeiro ainda os Democratas) se aperceberem que ele é o Melhor que lhes (nos) poderia acontecer!

Bernie Sanders para Presidente! Por um Mundo melhor!

Prós e Contras: O Não-debate

Políticas à Parte, 25.02.20

Acabado o programa Prós e Contras desta Segunda-feira, na RTP1, subordinado à temática do Racismo, a única conclusão a tirar é que devíamos ter vergonha.

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Painel de convidados pouco diversificado, com personalidades que poderiam seriamente trocar de lugar com outras da plateia, com muito mais legitimidade para falar do tema. Ideias retrógradas, intercaladas com outras boas intervenções, que perderam impacto, quando colocadas no mesmo patamar. A apresentadora/moderadora a interromper os convidados variadas vezes, interessando-se por temáticas superficiais, mostrando claro receio de que se falasse realmente em Racismo. O painel de convidados diz muito sobre esse receio. Justificou-se diversas vezes dizendo que todos os convidados são anti-racistas, que lhes foi perguntado isso mesmo aquando do convite. Ora, como sabemos, sendo o racismo CRIME, não me parece que nenhum daqueles nomes o admitisse, mesmo que fosse verdade. E quanto à pouca diversidade étnica, diz que foi muito difícil convidar negros ou ciganos. Mas eles estão ali na plateia. Era só trocar de lugar.

Por outro lado, foi bom ver um público muito diversificado e reactivo, apesar de poucos terem tido a possibilidade de intervir.

Não há nada que concluir deste programa. Não se discutiu o que deveria ser discutido. A apresentadora envergonhou-nos. Acredito que todos os que assistiram ao programa pessoalmente ou pela TV sentiram-se defraudados e cada vez mais descrentes na comunicação social, que continua com muito medo e nenhuma coragem para fazer o seu trabalho.

Será que no futebol já conta?

Políticas à Parte, 17.02.20

Tenho falado de racismo várias vezes desde que criei o blog. A cada semana, há uma nova "polémica" que demonstra como Portugal é racista e, mais que isso, não o consegue admitir. Nem condenar. E o grande problema reside aí: não se pode normalizar a questão nem desvalorizar. Assim só se está a legitimar um crime. Já bastou aquele deputado que mandou Joacine para a sua terra e o Parlamento não gostou mas nada de exemplar fez.

 

Ontem foi a vez do futebol, o desporto das massas. Um jogador - Moussa Marega - fartou-se de ser insultado pelos adeptos vimaranenses e não quis continuar em campo. Uma atitude que já vimos além fronteiras, mas nunca em relvados nacionais. Insultos racistas no futebol não são raridade em Portugal, mas Marega foi o primeiro a ter a atitude certa em relação a esta situação. Só tenho pena que as duas equipas não tenham saído de campo em protesto. E que o árbitro não tenha tomado medidas contra os adeptos. E que as conferências de imprensa de treinador e presidente do Vitória de Guimarães não tenham sido de total repúdio, sem "mas". O mesmo se aplica a comentadores desportivos e jornalistas.

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Sendo que o povo português dá muito mais atenção ao futebol que à política do seu país, será que é desta que se tomam consciência e medidas efectivas contra o racismo?

É preciso PUNIR. Racismo é CRIME! 

Os Oscars e a chapada de luva branca

Políticas à Parte, 12.02.20

Afinal, os Oscars ainda são capazes de nos surpreender. E de dar uma chapada de luva branca ao Mundo - em especial aos Estados Unidos da América. Numa cerimónia muito fraca, o final chegou para nos deixar a vibrar.

O sul-coreano Parasite, de Bong Joon-Ho, foi o grande vencedor da noite, com quatro Oscars, e fez História, sendo o primeiro filme falado em língua estrangeira a ganhar a estatueta de Melhor Filme, em 92 anos de cerimónia. Para além do grande prémio da noite, Parasite venceu também nas categoria de Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Argumento Original e Melhor Realizador.

Falou-se pouco de política durante a cerimónia, mas parece-me que a grande mensagem atordoou meio mundo, num país com um Presidente de tendências racistas e xenófobas. Foram asiáticos a conquistar a grande noite do cinema norte-americana!

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Foto: DAVID SWANSON/EPA-EFE/Shutterstock

Racismo é crime. Ponto final.

Políticas à Parte, 30.01.20

Sobre um dos assuntos do momento, há que clarificar que o racismo é crime (Artigo 240.º do Código Penal). Não se pode normalizar qualquer situação relacionada com este tema. Muito menos quando um deputado eleito manda outra deputada eleita ser “devolvida à sua terra de origem”.

Isto é dar voz ao que tantas vezes condenamos no quotidiano, ainda por cima, dito por quem deveria dar o exemplo, tendo em conta a função que desempenha. Mas deste deputado já não esperamos nada de bom. Ele escreve o que quer no facebook, diz que foi ironia, é amplificado até à exaustão nos meios de comunicação e, ao não haver consequências práticas para o seu autor, normaliza-se um discurso racista e xenófobo que, infelizmente, tem vindo a crescer.

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Imagem: © 2019 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

O deputado em questão já fez saber que não irá pedir desculpa porque não ofendeu ninguém, diz ele. Os partidos queriam propor votos formais de condenação, PS e Bloco de Esquerda, já não avançam por considerar "desnecessário", e porque, supostamente, tal situação iria "amplificar" as declarações do visado. Por aqui, achamos que se tem de condenar veementemente este tipo de atitudes e não deixá-las passar como se nada fosse - será medo de "amplificar" ou medo de nos confrontarmos com o assunto?

Opiniões à parte, nada como relembrar o que está na Lei:

"Artigo 240.º

Discriminação racial, religiosa ou sexual

1 - Quem:

a) Fundar ou constituir organização ou desenvolver atividades de propaganda organizada que incitem à discriminação, ao ódio ou à violência contra pessoa ou grupo de pessoas por causa da sua raça, cor, origem étnica ou nacional, religião, sexo, orientação sexual ou identidade de género, ou que a encorajem; ou

b) Participar na organização ou nas atividades referidas na alínea anterior ou lhes prestar assistência, incluindo o seu financiamento;

é punido com pena de prisão de um a oito anos.

2 - Quem, em reunião pública, por escrito destinado a divulgação ou através de qualquer meio de comunicação social ou sistema informático destinado à divulgação:

a) Provocar atos de violência contra pessoa ou grupo de pessoas por causa da sua raça, cor, origem étnica ou nacional, religião, sexo, orientação sexual ou identidade de género; ou

b) Difamar ou injuriar pessoa ou grupo de pessoas por causa da sua raça, cor, origem étnica ou nacional, religião, sexo, orientação sexual ou identidade de género, nomeadamente através da negação de crimes de guerra ou contra a paz e a humanidade; ou

c) Ameaçar pessoa ou grupo de pessoas por causa da sua raça, cor, origem étnica ou nacional, religião, sexo, orientação sexual ou identidade de género;

é punido com pena de prisão de seis meses a cinco anos."

Alguém que tire o Trump dali!

Políticas à Parte, 08.01.20

Donald Trump como Presidente dos EUA é o pior para o Mundo no momento presente. Eis o modo como um homem - e os que o rodeiam - é capaz de dar cabo de tudo sem que ninguém o impeça. A ONU nada faz, a NATO vive à conta dos norte-americanos, e nós - que somos em muito maior número - não temos direito a decidir que não queremos Guerra. Queremos Paz.

Estamos fartos desta mania que os Estados Unidos têm desde o seu início de que são donos do Mundo... Não são!

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Foto: Shutterstock

À beira de um impeachment e em vésperas de eleições, este tipo manda o mundo à merda. E ninguém faz nada para o impedir.

 

Desculpem o desabafo, mas teve mesmo que ser.

 

Um bom ano a todos os que me lêem. Com este início, isto só pode melhorar... Pensemos positivo.